O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que é necessário um sistema de imigração para toda a nação que “reflita nossos valores como um Estado de Direito e um país de imigrantes”.
Obama pronunciou nesta quinta-feira um discurso em defesa da necessidade de uma reforma migratória exaustiva no país, na Faculdade de Diplomacia da Universidade Americana em Washington, para um público de 250 pessoas.
No discurso, que durou cerca de meia hora, o presidente americano afirmou que a reforma do sistema de imigração é um assunto que foi usado para dividir e inflamar a população.
No entanto, ressaltou seu convencimento de que é possível “deixar a política de lado” e que os partidos, tanto o Democrata quanto o Republicano, se unam para aprovar um sistema que “preste contas”.
A maioria dos americanos e dos legisladores democratas, segundo Obama, “estão preparados” para uma reforma que inclua uma via para a regularização dos cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais vivem EUA; multas para os empresários que os contratam e que reforce a segurança na fronteira.
Para levá-la adiante, o presidente acredita ser necessários votos da oposição republicana, pois com os apenas 58 votos democratas no Senado não há a quantidade suficiente para garantir que a medida passe na Casa.
“Sem o apoio republicano não poderemos resolver o problema, esta é a realidade política e matemática”, disse Obama, depois de lembrar que em tentativas anteriores de aprovar a reforma, o Governo contou com o apoio de legisladores do partido.
O presidente americano reconheceu que o atual sistema fracassou e que, como resultado, muitos cidadãos estão frustrados com a situação.
Segundo ele, isso deu lugar a iniciativas como a lei de imigração do Arizona, que criminaliza os imigrantes ilegais e que o presidente americano criticou como “mal concebida” e que pode originar discriminação contra os hispânicos.
Leis como a do Arizona “colocam uma enorme pressão contra as forças da ordem locais que se veem obrigadas a fazer cumprir leis impossíveis”, disse o presidente americano.