O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira, durante uma reunião com o primeiro-ministro libanês, Saad al-Hariri, que o movimento xiita Hisbolá “só demonstra seu próprio medo” ao suscitar uma crise de Governo no Líbano.
Obama e o primeiro-ministro se reuniram ao tempo que o Hisbolá anunciava sua retirada do Governo libanês.
Imediatamente depois do encontro, o primeiro-ministro encerrou sua visita aos Estados Unidos e anunciou uma viagem a Paris, onde espera reunir-se com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.
Em comunicado, a Casa Branca indicou que Obama destacou que “os esforços da coalizão liderada pelo Hisbolá para causar o colapso do Governo libanês só demonstram seu próprio medo”.
O presidente e o primeiro-ministro “reafirmaram seu compromisso de fortalecer a soberania e independência do Líbano, pôr em prática todas as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e continuar a ampla aliança a longo prazo entre seus dois países”, acrescentou a Casa Branca.
Durante a reunião, Obama ressaltou a importância do Tribunal Especial para o Líbano para frear a era de assassinatos políticos impunes no Líbano, indicou o comunicado.
Os dois líderes abordaram concretamente os esforços da França, Arábia Saudita e outros países para manter a paz no Líbano e garantir a continuação dos trabalhos do tribunal.
Obama, que expressou seu apoio ao trabalho de Hariri “em difíceis circunstâncias”, e o primeiro-ministro declararam sua determinação de alcançar a estabilidade e a justiça no Líbano durante “este complicado período de volatilidade governamental”.
Nesta quarta-feira, o Hisbolá anunciou sua saída do Governo de união nacional liderado por Hariri, em antecipação da sentença do Tribunal Especial auspiciado pela Organização das Nações Unidas que averiguou o assassinato do ex-chefe de Governo e pai do atual primeiro-ministro, Rafik Hariri, em 2005.
Segundo anunciaram os jornais libaneses, um grupo de 11 ministros dos trinta que compõem o Governo libanês anunciou sua demissão nesta quarta-feira.
Caso mais de um terço do Gabinete renunciar, a legislação do país exige uma nova formação no Governo.