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Mundo

Obama diz que Hisbolá demonstra seu próprio medo com saída do Governo libanês

Arquivo Geral

12/01/2011 16h53

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira, durante uma reunião com o primeiro-ministro libanês, Saad al-Hariri, que o movimento xiita Hisbolá “só demonstra seu próprio medo” ao suscitar uma crise de Governo no Líbano.

Obama e o primeiro-ministro se reuniram ao tempo que o Hisbolá anunciava sua retirada do Governo libanês.

Imediatamente depois do encontro, o primeiro-ministro encerrou sua visita aos Estados Unidos e anunciou uma viagem a Paris, onde espera reunir-se com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Em comunicado, a Casa Branca indicou que Obama destacou que “os esforços da coalizão liderada pelo Hisbolá para causar o colapso do Governo libanês só demonstram seu próprio medo”.

O presidente e o primeiro-ministro “reafirmaram seu compromisso de fortalecer a soberania e independência do Líbano, pôr em prática todas as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e continuar a ampla aliança a longo prazo entre seus dois países”, acrescentou a Casa Branca.

Durante a reunião, Obama ressaltou a importância do Tribunal Especial para o Líbano para frear a era de assassinatos políticos impunes no Líbano, indicou o comunicado.

Os dois líderes abordaram concretamente os esforços da França, Arábia Saudita e outros países para manter a paz no Líbano e garantir a continuação dos trabalhos do tribunal.

Obama, que expressou seu apoio ao trabalho de Hariri “em difíceis circunstâncias”, e o primeiro-ministro declararam sua determinação de alcançar a estabilidade e a justiça no Líbano durante “este complicado período de volatilidade governamental”.

Nesta quarta-feira, o Hisbolá anunciou sua saída do Governo de união nacional liderado por Hariri, em antecipação da sentença do Tribunal Especial auspiciado pela Organização das Nações Unidas que averiguou o assassinato do ex-chefe de Governo e pai do atual primeiro-ministro, Rafik Hariri, em 2005.

Segundo anunciaram os jornais libaneses, um grupo de 11 ministros dos trinta que compõem o Governo libanês anunciou sua demissão nesta quarta-feira.

Caso mais de um terço do Gabinete renunciar, a legislação do país exige uma nova formação no Governo.

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