O presidente americano, Barack Obama, defendeu nesta terça-feira as concessões que precisou fazer à oposição republicana para conseguir um acordo fiscal e evitar que em 1º de janeiro os impostos subissem em todo o país.
Durante semanas, Obama lutou para alcançar um pacto que permitisse estender o corte de impostos para a classe média e baixa, mas não para os que ganham mais de US$ 250 mil ao ano, mas precisou incluir o corte também para os mais ricos para conseguir o apoio dos republicanos.
“Este pacote ajudará a fortalecer a economia”, insistiu Obama, que é objeto de fortes críticas de líderes democratas no Congresso pelas concessões feitas aos republicanos.
Obama disse que o acordo bipartidário ajudará a classe média, os pequenos negócios e os trabalhadores, e espera que a taxa de desemprego, que atualmente está em 9,8%, “cairá, porque a economia está crescendo”.
Diante das críticas dos democratas, o líder insistiu que prolongar a batalha política “era uma má opção” e que sua responsabilidade como presidente é “fazer o que é correto para o povo americano”.
Se o Congresso não aprovar a extensão de cortes tributários, aprovados durante a Presidência de George W. Bush e que vencem no fim do mês, a família média sofrerá um aumento de impostos em US$ três mil a partir de 2011, advertiu Obama.