O presidente Barack Obama classificou de “ato destrutivo” a queima de cópias do Corão planejado por uma congregação evangélica na Flórida e em entrevista divulgada hoje pela rede “ABC” disse que poderia provocar “grande violência”.
Terry Jones, pastor da igreja Dove World Outreach, em Gainesville, reiterou que não voltará atrás no seu plano de queimar cópias do livro sagrado do Islã no sábado, quando completa o nono aniversário dos ataques terroristas contra os Estados Unidos.
A queima do Corão poderia gerar “grande violência” contra as tropas dos Estados Unidos no Afeganistão e, se for realizada, “dará margem à Al Qaeda para recrutar combatentes”, justificou Obama.
“Se é que (Jones) escuta isto, espero que entenda que o que está disposto a fazer contraria completamente nossos valores”, acrescentou o presidente.
Disse ainda que como comandante das Forças Armadas espera que o líder da seita “entenda que sua ação poderia colocar em grande perigo nossos jovens no Iraque e no Afeganistão”.
O chefe das tropas americanas no Afeganistão, geral David Petraeus, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, almirante Mike Mullen, advertiram que a profanação do Corão poderia enfurecer aos muçulmanos no mundo todo.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o secretário de Justiça, Eric Holder, a ex-governadora do Alasca, Sarah Palin, e o Vaticano, entre outras vozes influentes, expressaram sua oposição à queima planificada do Corão.