No dia em que promulgará as polêmicas sanções, o presidente americano, Barack Obama, alertará nesta quinta-feira que a pressão internacional continuará para evitar que o Irã tenha acesso a armamento nuclear.
A Casa Branca antecipou hoje o discurso que Obama fará no ato de assinatura das sanções, que visam tornar difícil que o Irã compre petróleo refinado e bens, serviços e materiais para modernizar o setor petroleiro e de gás natural.
Embora o Irã seja um exportador de petróleo, carece das instalações necessárias para refino, que são indispensáveis para suas necessidades energéticas.
As sanções também dificultam as transações internacionais da Guarda Revolucionária iraniana e de bancos que apoiem o programa nuclear de Teerã ou o terrorismo.
As empresas que queiram conseguir contratos com o Governo dos EUA terão, assim, que demonstrar que não fazem negócios com o regime de Teerã.
“Estamos aumentando a pressão sobre o Governo iraniano por seu fracasso em cumprir as obrigações internacionais”, diz Obama no texto.
Como o presidente lembra no discurso, países como Austrália e Canadá, além da União Europeia, apresentaram ou planejam apresentar seu próprio programa de sanções.
“Estamos mostrando ao Governo iraniano que seus atos têm consequências”, ressaltou.