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Mundo

Obama acredita na ratificação do Start antes do Natal

Arquivo Geral

08/12/2010 19h54

                            
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou nesta quarta-feira sua confiança de que o Senado ratificará o novo tratado de desarmamento Start com a Rússia antes do Natal.

Em declarações após uma reunião com o presidente polonês, Bronislaw Komorowski, Obama indicou que “é necessário que o tratado seja ratificado” e declarou que está “confiante” de que poderá “levá-lo ao plenário do Senado e aprová-lo” antes das férias natalinas.

O Tratado de Redução de Armas Estratégicas com a Rússia (Start), que Obama assinou com o presidente russo, Dmitri Medvedev, em abril, é a grande conquista até o momento do governante americano em política externa, mas está estagnado no Senado, onde é necessária a aprovação de, pelo menos, 67 legisladores – dois terços do fórum – para ratificá-lo.

Atualmente, o Partido Democrata, liderado por Obama, conta com 58 cadeiras na Câmara e precisa do voto de nove republicanos.

Uma vez que comece a próxima legislatura, em janeiro, os democratas contarão apenas com 53 cadeiras, o que exigiria o “sim” de 14 republicanos.

O Partido Republicano procura receber garantias de que o tratado não prejudicará a manutenção dos arsenais nucleares dos Estados Unidos.

A Casa Branca começou um autêntico desdobramento para conseguir a ratificação no prazo desejado.

Há três semanas, durante a cúpula da Otan em Lisboa, Obama fez um pedido em favor do tratado, ao qual se juntaram líderes como o próprio Medvedev e o secretário-geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen.

Desde então, alguns senadores republicanos apontaram disposição para submeter a medida a votação antes do fim do ano.

O presidente americano garante que a confiança criada com Moscou graças ao tratado se estendeu para outras áreas onde a colaboração com a Rússia foi imprescindível, como a aprovação de sanções contra o programa nuclear iraniano e o envio de provisões por território russo às tropas no Afeganistão.

O novo tratado Start reduz em 30% o número de ogivas nucleares, até 1,55 mil por país, e limita a 800 o de vetores estratégicos, como mísseis intercontinentais, submarinos e bombardeiros.

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