As investigações sobre os disparos registrados durante um jantar com jornalistas nos Estados Unidos seguem em andamento neste domingo (26). O evento, realizado em um hotel em Washington, contava com a presença do presidente Donald Trump e de outras autoridades do governo.
Até o momento, as autoridades confirmaram que o suspeito foi detido ainda nas imediações do local, após ação rápida de agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos. O homem foi identificado como Cole Allen, de 31 anos, residente na Califórnia.
Segundo a polícia, ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e facas. Informações preliminares apontam que ele teria conseguido chegar próximo à área do evento, mas foi contido antes de acessar o salão principal. Durante a abordagem, houve disparos, e um agente de segurança foi atingido no colete à prova de balas, sem ferimentos graves.
O caso passou a ser investigado pelo FBI, que também realizou buscas em um imóvel ligado ao suspeito. A principal linha de apuração indica que ele pode ter agido sozinho, embora a motivação ainda não esteja confirmada.
O presidente Trump classificou o episódio como um “momento traumático” e elogiou a atuação das forças de segurança. Ele afirmou ainda que não há, até agora, confirmação sobre motivação política, mas indicou acreditar que poderia ser um dos alvos.
Evento interrompido
A programação foi interrompida imediatamente após os disparos, e os participantes foram retirados do local por medida de segurança. Entre os presentes estavam o vice-presidente J. D. Vance, a primeira-dama Melania Trump e o secretário de Estado Marco Rubio, todos sem ferimentos.
Apesar de inicialmente haver a possibilidade de continuidade do evento, as autoridades optaram pelo cancelamento. A organização informou que o jantar deverá ser remarcado.
O suspeito deve comparecer à Justiça nesta segunda-feira (27), onde será formalmente acusado por crimes relacionados ao uso de arma de fogo e agressão a agente federal.