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Mundo

Número de jornalistas presos no mundo bate recorde em 14 anos

Arquivo Geral

08/12/2010 16h58

O número de jornalistas presos no mundo todo é o mais elevado dos últimos 14 anos, 145 no total, devido sobretudo à China e ao Irã, que entre os dois somam 68, informou nesta quarta-feira o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ).

Pela primeira vez em seis anos, os Estados Unidos não aparecem na lista da CPJ e Cuba é o único país latino-americano incluído, com quatro jornalistas presos.

“A constante repressão de vozes críticas no Irã e a brutal supressão na China do jornalismo étnico elevaram o número de jornalistas em prisão a seu nível mais alto desde 1996”, afirmou nesta quarta-feira a organização com sede em Nova York.

A CPJ calcula que, no início deste mês, havia atrás das grades 145 profissionais, nove a mais que há um ano.

Não se registrava um número tão alto desde 1996, quando foram contabilizados 185 jornalistas presos, devido em grande parte à repressão de jornalistas curdos por parte da Turquia.

Irã e China, cada um com 34 jornalistas presos, são “os piores carcereiros” da imprensa na atualidade, segundo o CPJ, já que juntos somam quase a metade do total.

“O aumento do número de jornalistas presos no mundo é uma situação vergonhosa”, assinalou o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon, em comunicado.

A Eritréia é o terceiro país com mais jornalistas presos, com um total de 17, dos quais 11 “foram detidos em lugares secretos sem acusação durante uma década”.

Na sequência, está Mianmar, com 13 presos, e Uzbequistão, com 6, entre os quais se destaca Dzhamshid Karimov, sobrinho do presidente do país, que está recluso contra sua vontade em uma instituição psiquiátrica por sua cobertura crítica às políticas sociais e econômicas do Governo.

Segundo o CPJ, pela primeira vez desde 2004, os Estados Unidos não aparecem no censo do Comitê, já que, depois de suas forças militares terem detido durante anos jornalistas em prisões no Iraque, Afeganistão e Guantánamo, todos foram libertados.

Também aparecem na lista Vietnã, com 5 presos; Cuba, Etiópia e Turquia, com 4 presos cada; Sudão, com 3; Barein, Quirguistão e Síria, com 2; e Afeganistão, Azerbaijão, Bangladesh, Burundi, Egito, Gâmbia, Indonésia, Iraque, Cazaquistão, Kuwait, Moldávia, Rússia, Arábia Saudita, Tunísia e Iêmen, todos com 1 preso cada.

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