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Novos vitrais de Notre Dame serão instalados entre outubro e novembro

Obras da artista francesa Claire Tabouret devem ser apresentadas ao público em dezembro; projeto gerou críticas de defensores do patrimônio histórico

Redação Jornal de Brasília

23/07/2026 17h10

Foto: Ludovic MARIN / AFP

Foto: Ludovic MARIN / AFP

Os seis vitrais contemporâneos desenhados pela artista francesa Claire Tabouret para a catedral parisiense de Notre Dame, questionados por defensores do patrimônio, serão instalados entre outubro e novembro e apresentados ao público em dezembro, anunciou nesta quinta-feira (23) o órgão público Reconstruir Notre Dame de Paris.

Os vitrais estarão concluídos em setembro e “serão instalados entre outubro e novembro, para que tudo fique pronto para a sua inauguração, em dezembro”, disse à AFP Philippe Jost, presidente do órgão público, durante uma visita ao ateliê Simon Marq, em Reims (nordeste da França), onde são fabricados.

Sua elaboração não sofreu “nenhum atraso”, destacou Jost. Ao seu lado, a ministra francesa da Cultura, Catherine Pégard, afirmou que a instalação dos vitrais será “outro grande momento” para a catedral, reaberta em dezembro de 2024, cinco anos após o incêndio que a destruiu.

Segundo Anne Catherine Perreau, chefe do ateliê Simon Marq, a fabricação dos seis vitrais está 70% completa. “Três vitrôs já estão terminados, um quarto estará dentro de uma semana e os outros dois estão muito avançados”, detalhou.

Cada um representa um versículo da Bíblia dedicado ao Pentecostes, a “vinda do Espírito Santo”, tema escolhido pelo arcebispo de Paris.

Os novos vitrais, cuja realização é financiada pelo Estado francês, substituirão seis dos sete vitrais do lado sul da nave, realizados em 1864, durante a restauração de Notre Dame, chefiada por Eugène Viollet le Duc.

Os seis vitrais retirados, atualmente submetidos a um processo de descontaminação de amianto ao pé da catedral, serão restaurados e posteriormente expostos ao público: quatro no castelo de Pierrefonds, no departamento de Oise (norte da França), e dois na Cidade da Arquitetura e do Patrimônio, em Paris, informou o órgão.

A substituição dos vitrais de Viollet le Duc, que não foram danificados pelo incêndio, gerou polêmica entre defensores do patrimônio, que questionam tanto a pertinência do projeto quanto seu custo.

AFP

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