O vice-presidente eleito da Colômbia, Angelino Garzón, opinou hoje que a presença do chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, à posse de Juan Manuel Santos neste sábado “consolida um caminho de irmandade”.
Em declarações à imprensa, Garzón agradeceu também à comunidade internacional pelas gestões que realizam para ajudar a recompor as rompidas relações entre seu país e a Venezuela.
“É uma boa mensagem que nos permite consolidar um caminho de irmandade e de cooperação”, disse Garzón no hotel onde hoje acontecem reuniões bilaterais entre Santos e vários líderes.
Além disso, fez um “reconhecimento a todos os Governos do mundo, mas especialmente da América Latina e do Caribe, que quiseram que estas relações se consolidem”.
Garzón, que se tornará amanhã vice-presidente da Colômbia, reiterou que seu país e a vizinha Venezuela são “povos irmãos, são Governos escolhidos democraticamente, com uma fronteira comum e histórias comuns entre elas, a história de (o Libertador Simón) Bolívar”.
Apesar de ressaltar que a presença do chanceler Maduro é “importante”, destacou também o papel do presidente Álvaro Uribe por sua “persistência” para que “haja uma irmandade entre os povos da Colômbia e Venezuela e que haja caminhos de cooperação, incluindo a luta contra o crime organizado”.
As relações Bogotá-Caracas estão rompidas desde 22 de julho por decisão de Chávez, que considerou uma “agressão” a Colômbia denunciar na Organização dos Estados Americanos (OEA) que há guerrilheiros colombianos em território venezuelano.