O novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, prometeu trabalhar intensamente nesses primeiros dias de seu governo para reconstruir as relações diplomáticas com a Venezuela, uma vez que é a população que sofre quando os mandatários de seus países entram em confronto. A informação foi transmitida pelo próprio Santos, ao discursar ontem (6) na cerimônia de sua posse em substituição a Álvaro Uribe.
Ainda em seu discurso, publicado na página oficial do governo colombiano, Santos afirmou que, assim como não tem inimigos dentro do território de seu país, não os deseja no nível internacional. “Um de meus propósitos fundamentais”, disse o presidente, “será restabelecer a confiança e privilegiar a diplomacia e a prudência”. Santos acrescentou que a palavra “guerra” não existe em seu vocabulário. “Quem afirma que a deseja, não sabe o que é uma guerra de verdade. Prefiro privilegiar o diálogo franco e direto”.
O novo presidente colombiano também agradeceu “os bons ofícios de muitas pessoas de boa vontade” que intermediaram a crise diplomática, referindo-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Néstor Kirchner. Lula e Kirchner negociaram a paz entre a Venezuela e a Colômbia no final da semana, em Caracas, durante encontro privado com o presidente venezuelano Hugo Chávez.
A Venezuela rompeu relações diplomáticas com a Colômbia no dia 22 de julho, ocasião em que o agora ex-presidente Álvaro Uribe denunciou, na Organização dos Estados Americanos (OEA), que Chávez abriga e protege guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército da Libertação Nacional (ENL), instalados em acampamentos montados no território venezuelano.