Milhares de manifestantes saíram de novo hoje às ruas em várias cidades da Síria para exigir o final do regime de Damasco, e em algumas localidades aconteceram os primeiros disparos, segundo ativistas da oposição.
Os relatórios entregues por estas fontes dão conta da morte de, pelo menos, uma pessoa na cidade de Deraa (sul), um homem de 75 anos que foi torturado até morrer após ter sido ferido, segundo a opositora Coordenadora da Revolução Síria.
Também foi informada a morte de duas pessoas na cidade central de Homs, segundo a rede de televisão “Al Arabiya”.
Aconteceram tiroteios em, pelo menos, na localidade de Albukamal (leste) e no subúrbio de Daraya, na capital, assim como outros distúrbios em diferentes cidades do país, dos quais ainda não se têm detalhes sobre possíveis vítimas.
Alguns destes distúrbios foram confirmados por testemunhas a cadeias árabes de televisão.
O regime de Damasco impôs um ferrenho controle da informação, expulsou vários jornalistas estrangeiros e deteve ou proibiu o trabalho de repórteres sírios que colaboram para meios de imprensa internacionais.
As manifestações desta sexta-feira se estenderam para Damasco, a capital, onde cerca de 2.500 fiéis iniciaram um protesto nos arredores da mesquita de Ali bin Abi Taleb.
Outras manifestações aconteceram nas cidades de Latakia e Baniyas.
Os protestos, convocados no chamado Dia da Liberdade, acontecem no meio das manifestações que começaram em meados de março passado e que causaram cerca de mil mortos, segundo cálculos de organizações de direitos humanos.