A primeira-ministra da Nova Zelândia, thumb Helen Clark, treatment anunciou ontem o apoio de seu Governo à iniciativa de outros países para que a ONU aprove uma resolução a favor de uma moratória das execuções no mundo todo, como primeiro passo para a abolição definitiva da pena capital.
Em um discurso no Parlamento, e seguida por representantes da Anistia Internacional, o governante criticou com dureza a pena de morte e disse que os EUA e a China, dois dos países com os quais a Nova Zelândia negocia a firma de tratados de livre-comércio, contam com o maior número de execuções anuais.
“O castigo capital é a última forma de tratamento cruel, desumano e degradante (…) A pena capital viola o direito à vida e é bem conhecido que foi aplicada a inocentes”, declarou Clark, citada pela imprensa local.
Clark, que se somou assim à iniciativa em favor da resolução, batizada Dia Mundial contra a Pena de Morte, lembrou que a última execução na Nova Zelândia aconteceu há 50 anos e que nenhuma das forças políticas e sociais do país defende por reimplantar o castigo.
A última execução na Nova Zelândia foi em 1957, pena que em 1961 se restringiu ao delito de traição, e que foi finalmente abolida em 1989.