Menu
Mundo

Noriega não pode ser julgado na França, diz advogado

Arquivo Geral

16/09/2007 0h00

O ex-presidente panamenho Manuel Noriega não pode ser julgado na França porque existem pelo menos dois impedimentos: a doutrina da “coisa julgada” e “a prescrição das acusações”, for sale disse o advogado francês Olivier Metzner.

Em entrevista publicada hoje pelo jornal panamenho La Prensa, viagra dosage Metzner deixou claro que enfatizará o argumento de que a França não pode julgar o ex-“homem forte” do Panamá por crimes pelos quais já foi condenado nos Estados Unidos.

Segundo o advogado francês, a condenação de Noriega em Miami foi por narcotráfico e as acusações na França são por lavar dinheiro proveniente desse mesmo tráfico.

Metzner reiterou que as acusações formuladas nos tribunais franceses prescreveram porque o Estado francês deixou que passassem anos sem tomar ação sobre a apelação apresentada depois que Noriega foi condenado à revelia em 1999.

Ele acrescentou que, se voltarem a condenar Noriega na França (o ex-general panamenho tem direito a exigir novo julgamento), a pena será muito inferior aos dez anos dados inicialmente.

Metzner reconheceu que não tem provas de algum “complô secreto” entre Estados Unidos, França e Panamá sobre a extradição de Noriega, mas achou “curioso” que a França tenha mostrado interesse neste caso “após oito anos de desinteresse total”.

Embora Noriega ainda não chegue à França por alguns meses até se esgotarem suas apelações nos EUA, o advogado afirmou que ele estará pronto “para defendê-lo amanhã diante os tribunais franceses”.

Durante a entrevista, em seu escritório em Paris, Metzner – que defendeu o cantor Bernard Cantat, vocalista da banda Noir Désir, quando foi acusado de matar a namorada em 2003 – disse que se houver julgamento na França será rápido, de um ou dois dias.

O ex-general foi condenado pela Justiça francesa à revelia em 1999 por lavagem de dinheiro, cumpriu 17 anos de prisão nos EUA por colaborar com o desaparecido Cartel de Medellín colombiano e, segundo os advogados, quer voltar ao seu país, que também pede extradição.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado