O governo da Nicarágua entregou hoje formalmente a nota em que oficializa sua decisão de romper relações diplomáticas com a Colômbia ao embaixador do país em Manágua, price Antonio González.
A entrega do documento ao diplomata colombiano foi feita pelos diretores de Assuntos Jurídicos e de Protocolo da Chancelaria nicaragüense, see César Vega Masis e José Alberto Acevedo, respectivamente.
O embaixador González se absteve de dar declarações à imprensa sobre a decisão do Governo de Manágua de romper relações com Bogotá, sob a alegação de que antes precisava transmitir às autoridades de seu país os resultados de sua visita à Chancelaria nicaragüense.
Sobre a data em que pensa em deixar a Nicarágua, o embaixador colombiano disse que não foi definida, embora tenha manifestado que está consultando a Direção de Protocolo para fixar os termos da saída da delegação colombiana.
Sobre o futuro das relações entre ambos os países, o diplomata disse que, após a decisão “surpreendente” da Nicarágua, seu Governo observará todas as situações, caso a caso, para ver como será possível assegurar todos os interesses dos cidadãos colombianos na Nicarágua, e dos nicaragüenses na Colômbia.
González disse que os funcionários do consulado de seu país estão trabalhando intensamente para atender aos nicaragüenses que tenham que viajar à Colômbia.
Ele garantiu ainda que as relações comerciais entre Manágua e Bogotá não serão interrompidas.
Um economista independente informou hoje que, no ano passado, a Nicarágua exportou à Colômbia bens no valor de US$ 2,7 milhões, enquanto o país centro-americano comprou produtos colombianos por mais de US$ 14 milhões.
“Não somos um país guerreiro nem hostil, nem exercemos nenhum tipo de violência contra nenhuma nação. O Governo da Colômbia atuou para defender-se de ataques terroristas que, os senhores sabem muito bem, geraram dificuldades para a Colômbia”, disse González.
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, anunciou ontem a ruptura das relações com a Colômbia, em solidariedade ao presidente do Equador, Rafael Correa, que também rompeu relações com o país.
A crise explodiu após a operação colombiana contra a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, que causou a morte do “número dois” da organização, conhecido como “Raúl Reyes”, além de outros 20 rebeldes.