O ex-presidente paraguaio Nicanor Duarte negou hoje seu envolvimento em uma conspiração junto ao general reformado Lino Oviedo e afirmou que não há nenhuma possibilidade de um golpe de Estado no Paraguai.
Duarte declarou à rádio “Primero de Marzo” que mentiram ao novo chefe de Estado paraguaio, order Fernando Lugo, approved sobre a existência de uma conspiração.
Ontem, Lugo denunciou a existência de um plano contra seu Governo, supostamente orquestrado por Duarte e Oviedo, a partir do testemunho do general Máximo Díaz Cáceres, responsável pelos contatos entre as Forças Armadas e o Congresso.
Oviedo, líder da União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace), terceira força política do país, negou, também na segunda-feira, uma conspiração e disse que foi visitado recentemente pelo general Díaz Cáceres para lhe pedir que intercedesse por sua ascensão.
“Acho que mentiram para o presidente Lugo (…), isso ocorreu e ele fez uma declaração apressada”, afirmou Duarte ao advertir que há grupos que “crescem e se aproveitam ou que não têm outra maneira de crescer a não ser inventando coisas, imaginando golpes, sabotagens”.
Ele acrescentou que no Paraguai “não há grupos econômicos conspirando, como ocorreu recentemente com a presidente da Argentina (Cristina Fernández de Kirchner), por exemplo”.
“Não sei por que (Lugo) se apresentou assim à opinião pública, somente posso pensar que o enganaram, porque há grupos próximos ao presidente que, ao velho estilo das tiranias latino-americanas, inventam uma história de golpe ou de conspiração para preparar o caminho da repressão”, disse.
Ele ainda questionou como poderia preparar um plano golpista com um general que nem sequer está no comando e que cumpre funções de contatos.
Duarte qualificou Díaz Cáceres de “astuto e errático”, e revelou que em 2004 não concedeu sua retirada a pedido dos senadores agora governistas Miguel Abdón Saguier e Carlos Filizzola.