O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que há protestos no Irã e que acredita que “o regime vai cair no fim”. Em discurso transmitido em suas contas oficiais do YouTube e do X , Netanyahu também disse que enviará uma delegação a Washington para “esclarecer os interesses de segurança” de Israel em relação ao dossiê nuclear iraniano.
Segundo Netanyahu, Israel “não foi parte” de um acordo entre Irã e Estados Unidos e tem interesses que pretende discutir com autoridades americanas. Ele também afirmou que “não há lugar para a solução de dois Estados” em qualquer governo que ele venha a formar.
Sobre o enfrentamento com o Líbano, Netanyahu declarou que o governo libanês estaria, “pela primeira vez”, dizendo ao Irã e ao Hezbollah que quer paz com Israel, o que chamou de “mudança fundamental”. Ele disse que o acordo fortalece Israel e Líbano e enfraquece o Irã e o Hezbollah, e que pode ter potencial para se tornar um acordo de paz.
Netanyahu afirmou ainda que Israel “entrará no Líbano quando a situação exigir” e atuará “com força”, acrescentando que as forças israelenses mantêm “liberdade de movimento” para rechaçar ameaças no território. Ele mencionou a intenção de iniciar a retirada de áreas experimentais em vilarejos do sul do Líbano e disse que Israel tomou controle da área de Shagaf e permanecerá lá. O premiê também declarou que, na véspera, Israel atacou “sete elementos do Hezbollah” em uma casa longe das forças israelenses.
No conflito em Gaza, Netanyahu disse que Israel se aproxima de controlar 70% da Faixa de Gaza e de cercar o Hamas. Ele acrescentou que Israel está “desmantelando o eixo terrorista do Irã” e também seu “eixo político”, e mencionou que há “outros acordos” próximos de serem concluídos, dentro do que prometeu sobre “mudar a face da região”.
Estadão Conteúdo