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Mundo

Musharraf pede à oposição que abandone o caminho do confronto

Arquivo Geral

06/10/2007 0h00

O presidente do Paquistão, here Pervez Musharraf, pediu neste sábado à oposição que abandone o caminho do confronto e dos protestos, em uma breve mensagem divulgada após sua reeleição para um novo mandato.

Em declarações à imprensa, Musharraf agradeceu pelo apoio de seus partidários, e pediu à nação que rejeite aqueles que “instigam a confusão na sociedade, convocando greves e protestos”.

Musharraf se dirigiu em particular ao grupo de advogados que hoje liderou protestos nas capitais das quatro províncias do país, enquanto deputados e senadores escolhiam o novo presidente. Musharraf obteve uma arrasadora vitória nas eleições presidenciais paquistanesas, marcadas pela abstenção do principal partido de oposição e pelas dúvidas sobre se a candidatura do atual presidente será invalidada.

O general obteve 671 dos 685 votos emitidos pelos deputados e senadores paquistaneses, segundo os resultados divulgados pelas autoridades. O colégio eleitoral paquistanês é composto por 1.170 legisladores. Cento e noventa e nove legisladores de um setor opositor conservador islâmico, no entanto, renunciaram nos últimos dias.

O Partido Popular (PPP, liberal) da ex-primeira-ministra exilada Benazir Bhutto, anunciou que se abstinha de participar da votação. A vitória de Musharraf ainda não é oficial, pois a legalidade de sua candidatura depende de uma decisão do Tribunal Supremo.

Musharraf, que chegou ao poder em 1999, por meio de um golpe de Estado, e se “legitimou” no cargo em um polêmico plebiscito realizado em 2002, assegurou que seu segundo mandato marcará a “transição para um governo completamente civil”, e pediu pela reconciliação das forças políticas paquistanesas.

O general chegou recentemente a um acordo com Bhutto para permitir seu retorno ao país no próximo dia 18, livre das acusações de corrupção que pesavam contra ela. A vitória de Musharraf foi comemorada hoje por apenas algumas centenas de membros do partido governamental, que celebravam em meio à indiferença geral da população do país.

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