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Museu de Nova York se une à luta pela preservação das águas do planeta

Por Arquivo Geral 03/11/2007 12h00

O Museu de História Natural de Nova York (American Museum of Natural History), physician o maior do mundo no gênero, cure se une a partir de hoje aos esforços internacionais pela conservação da água, com a organização de uma de suas exposições mais ambiciosas, refletindo sobre o problema em todas as suas facetas.

Na exposição, a água é vista como alma do planeta, fonte de vida e energia, fio condutor da história do ser humano, mas também como recurso limitado, devido ao desperdício e à poluição.

“Água: H2O = Vida” é o sugestivo título escolhido pelo grande museu nova-iorquino para organizar uma mostra. Ela permite ao visitante submergir nos segredos de uma substância necessária para todas as formas de vida conhecidas e um dos maiores desafios enfrentados pela espécie humana.

A exibição, que ficará aberta em Nova York até 26 de maio, “aborda um dos grandes desafios do século XXI, o desenvolvimento sustentável da humanidade e a gestão da água como um recurso imprescindível e finito”, disse a presidente do museu, Ellen Futter.

Ao entrar nas salas de exposição, o visitante atravessa uma impactante cortina de fumaça que simula uma catarata. Em seguida, percebe que, apesar de três quartos da superfície terrestre estarem cobertos de água, só 3% são de água é doce. Apenas 1% é próprio para o consumo humano.

A exibição foi financiada com o apoio da Fundação de Ciência Natural dos Estados Unidos e organizada com a colaboração de dezenas de órgãos e museus de todo o mundo. As atrações vão desde um globo terrestre de quase dois metros, criado com imagens de satélite, até animais vivos e quase 100 artefatos interativos.

O objetivo da mostra, que será levada a outras cidades do mundo nos próximos quatro anos, é que o visitante tome consciência da importância da água, fundamental para regular a temperatura global do planeta e manter a vida.

Para Eric Jolly, presidente do Museu da Ciência de Minnesota, que também colaborou na organização da mostra, os visitantes enfrentarão o “desafio de reconsiderar como vêem a água”. Ele insistiu na necessidade se deixar de encarar o recurso como inesgotável e assumir tanto a sua limitação quanto o seu caráter indispensável.

Mais de 60% dos rios de todo o mundo, lembrou, foram desviados ou bloqueados em represas. Apesar do efeito benéfico para o homem, que obtém assim 20% da eletricidade consumida no mundo todo, isso altera as migrações dos peixes e obriga o deslocamento de milhões de pessoas, como mostra a exposição.

“A água é vital para nossa sobrevivência e para a sustentabilidade do planeta”, explicou Eleanor Sterling, curadora da mostra. A sua escassez, observou, provocará o aumento de incêndios, secas e até mesmo conflitos armados.

A visita ao museu permite aprender que um ser humano, cujo corpo é formado por 60% de água, precisa ingerir em bebidas ou alimentos cerca de 3,7 litros diários. No total, consome cerca de 20 litros para sobreviver, cozinhar e fazer a higiene.

No entanto, uma de cada seis pessoas não chega a essa quantidade. Nos Estados Unidos cada habitante consome 573 litros diários (somando o uso pessoal e o municipal) em média. Mas na Etiópia o número baixa para 10 litros por dia.

Além de adquirir consciência dos desequilíbrios, o público aprende pequenas dicas para otimizar o uso da água e combater assim “uma crise mundial que não se limita a fronteiras”, segundo a diretora do museu.

A exposição recomenda evitar a compra de água em garrafas, que custa 10 vezes mais que a da torneira, e gera 2,7 milhões de toneladas de plástico por ano no mundo. Para lançar no mercado uma garrafa de água um litro, são consumidos três de água e 250 mililitros de petróleo.

Além disso, calcula-se que 40% da água engarrafada vendida nos EUA vêm da torneira, segundo os responsáveis pela mostra.

Eles também recomendam reduzir o consumo de alimentos que exigem muita água na sua preparação. Enquanto a produção de uma maçã pede 70 litros de água, a de um copo de leite precisa de 190, e a de um quilo de arroz no Vale Central da Califórnia, até 3.400.






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