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Mugabe e Tsvangirai chegam a acordo para formar Governo de união no Zimbábue

Arquivo Geral

11/09/2008 0h00

O presidente do Zimbábue, approved Robert Mugabe, view e o líder opositor, Morgan Tsvangirai, chegaram hoje a um acordo para formar um Governo de união nacional e tirar o país da crise política e econômica em que se encontra.

O presidente sul-africano e mediador nas negociações, Thabo Mbeki, anunciou que, após mais de um mês e meio de negociações, foi alcançado o acordo, que será assinado na próxima segunda-feira em Harare, pelo qual Mugabe permanecerá como presidente e Tsvangirai será o primeiro-ministro.

O acordo, que fará pela primeira vez desde a independência do Zimbábue do Reino Unido, em 1980, que Mugabe compartilhe o poder que exerceu sozinho por 28 anos, foi anunciado após as 21h (16h de Brasília), e os detalhes só serão informados na segunda-feira, segundo Mbeki.

Mbeki também disse que se tinha chegado a acordos “em todos os assuntos da agenda de negociações”, mas não precisou como serão distribuídas os ministérios entre a União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF), de Mugabe, e o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC), de Tsvangirai.

A situação do Zimbábue ficou insustentável após o segundo turno das eleições, realizado em 27 de junho e à qual Mugabe se apresentou sozinho, após a retirada de Tsvangirai, que acusou as milícias e partidários da Zanu-PF de atacar e assassinar dezenas de seus simpatizantes.

A comunidade internacional não reconheceu a vitória de Mugabe, que tinha perdido o primeiro turno, disputado em 27 de março, frente a Tsvangirai, que, no entanto, não conseguiu os 50% de votos necessários para chegar à Chefia de Estado na primeira votação.

A União Européia e os Estados Unidos impuseram sanções a pessoas e empresas ligadas ao Governo de Mugabe, e a situação econômica do Zimbábue, muito deteriorada há uma década, quando o governante iniciou uma caótica reforma agrária, acabou por desmoronar.

Neste momento, o Zimbábue sofre com escassez de artigos básicos, como alimentos, tem um desemprego que alcança 80% e sua inflação é a maior do mundo, de pelo menos 11.000.000%, reconhecem os próprios organismos oficiais.

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