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Mundo

Muçulmanos e policiais se enfrentam na China após demolição de mesquita

Arquivo Geral

02/01/2012 12h30

A demolição de uma mesquita na região de Ningxia, habitada principalmente por comunidades de religião muçulmana, causou enfrentamentos violentos entre a população local e policiais chineses nos quais houve 50 feridos e 100 detidos, informou nesta segunda-feira uma ONG com sede em Hong Kong.

 

De acordo com um comunicado do Centro de Informação para os Direitos Humanos e a Democracia (CHRD), o incidente aconteceu na sexta-feira, 30 de dezembro, depois que as autoridades declararam a mesquita ilegal para o culto e enviaram cerca de mil soldados das forças de segurança para sua demolição.

 

Os muçulmanos da localidade fizeram resistência, o que desencadeou os enfrentamentos, e inclusive algumas testemunhas afirmaram que duas pessoas foram mortas, informação que não foi confirmada pela CHRD ou pelas autoridades.

 

Após o enfrentamento a mesquita foi demolida, disse a ONG, que registra casos de protestos e abusos em toda a China e é dirigida por Frank Lu, participante nos protestos de 1989 na Praça da Praça da Paz Celestial.

 

Ningxia é habitada principalmente por chineses da etnia hui, que está muito integrada com a maioria étnica han quanto a cultura e língua, mas conserva sua religião muçulmana.

 

Outras etnias muçulmanas, como os uigures, também protagonizaram enfrentamentos com as autoridades nos últimos anos por motivos religiosos, por exemplo pela proibição pelas autoridades comunistas em algumas localidades que as mulheres usem véu.

 

O regime comunista chinês obriga todas as religiões do país a submeterem-se diretamente a ele, e assim os principais líderes religiosos do budismo, do catolicismo e do islã na China pertencem a esta formação que governa o país desde 1949.

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