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Mundo

Mubarak e seus filhos negam envolvimento no ataque a manifestantes

Arquivo Geral

03/08/2011 8h12

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak e seus filhos, Alaa e Gamal, negaram nesta quarta-feira as acusações que recaem sobre eles de abuso de poder e envolvimento na morte dos manifestantes durante a Revolução de 25 de Janeiro.

“Nego todas as acusações”, disse Mubarak, quem respondeu à pergunta do juiz Ahmed Refat pelo microfone e deitado em uma maca junto de seus filhos, que permaneceram de pé.

Alaa e Gamal, vestidos de branco e com um livro na mão, também se declararam inocentes e repetiram a mesma frase de seu pai.

O histórico julgamento representa a primeira aparição pública de Mubarak desde 10 de fevereiro, quando fez um discurso um dia antes de renunciar à Presidência do Egito após 18 dias de protestos.

O ex-mandatário e seus filhos podem enfrentar pena de morte se considerados culpados por planejar o ataque contra os participantes da revolta popular, na qual morreram mais de 850 pessoas.

Um membro da Promotoria egípcia leu as acusações contra Mubarak, entre elas, que o ex-presidente acordou com o ex-ministro do Interior Habib al-Adly, que também está sendo julgado nesta quarta-feira, o assassinato de manifestantes nos protestos pacíficos que explodiram em 25 de janeiro.

Segundo a Promotoria, Mubarak e Adly permitiram os policiais disparar contra os manifestantes e atropelá-los com seus veículos, e não utilizaram seus poderes para proibir estas ações.

Além disso, Mubarak como presidente do país, aceitou para ele e seus dois filhos cinco vilas e outras propriedades no valor de US$ 6,5 milhões do empresário Hussein Salem, detido na Espanha, em troca de ceder terrenos privilegiados na localidade de Sharm el-Sheikh.

Outra das acusações que recaem sobre ele é a do suposto acordo com o ex-ministro de Petróleo Sameh Fahmi sobre a venda de gás a Israel, por um preço inferior ao valor real no mercado, por meio de uma companhia de Salem, que é julgado à revelia.

O comparecimento de Mubarak diante do tribunal despertou dúvidas até o último momento, devido a seu delicado estado de saúde.

O ex-mandatário estava internado em um hospital de Sharm el-Sheikh sob detenção cautelar desde que sofreu ataque cardíaco durante um dos interrogatórios judiciais 12 de abril.

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