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MP se recusa a suspender pedidos de prisão contra o maior cartel de drogas da Colômbia

Órgão rejeitou solicitação do governo de Gustavo Petro para suspender ordens contra integrantes do cartel, alegando falta de avanços verificáveis no processo de paz

Redação Jornal de Brasília

12/05/2026 12h30

Foto: Raul Arboleda/AFP

Foto: Raul Arboleda/AFP

O Ministério Público da Colômbia anunciou, nesta terça-feira (12), que não suspenderá os pedidos de prisão do chefe do maior cartel de drogas do país e de 28 de seus integrantes, após uma solicitação do governo do presidente Gustavo Petro, que negocia a paz com o grupo.

No fim de abril, o governo de esquerda pediu ao MP a suspensão das ordens de prisão e incluiu na lista de beneficiados Jobanis de Jesús Ávila, conhecido como “Chiquito Malo”, autoridade máxima do Clã do Golfo, organização classificada como terrorista por Washington.

Há oito meses, o Clã negocia no Catar seu desarmamento, no âmbito da política de “paz total” de Petro, para desmobilizar os grupos armados do país por meio do diálogo. Porém, a três meses de deixar o poder, há poucos avanços.

O MP afirmou nesta terça-feira, em comunicado, que não concordaria em suspender os pedidos de prisão enquanto não dispuser de “informação suficiente e verificável” sobre o cumprimento dos “requisitos legais relativos ao estado avançado do processo de paz”.

O órgão insistiu que há uma ordem de extradição de “Chiquito Malo” para os Estados Unidos, aprovada por um tribunal colombiano. O Executivo precisa dar o aval final para cumpri-la.

O advogado do grupo criminoso disse, no fim de abril, que achava “impossível” alcançar um acordo de paz antes do fim do mandato de Petro, em 7 de agosto.

De origem paramilitar, o Clã do Golfo trafica a maior parte da cocaína produzida na Colômbia, o maior fornecedor mundial dessa droga.

AFP

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