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Mundo

Mortes em enchente no Nepal e Tibete sobem para 157

Deslizamentos de terra e inundações deixaram centenas de desaparecidos na região fronteiriça do Himalaia.

Redação Jornal de Brasília

26/08/2026 18h31

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Foto: Prakash MATHEMA / AFP

O número de mortos pela enchente repentina que atingiu a região fronteiriça do Himalaia, entre o Nepal e o Tibete, na China, subiu para 157, segundo autoridades. O desastre provocou destruição em casas, estradas, projetos de energia e postos de fronteira, além de deixar centenas de pessoas desaparecidas.

No lado nepalês, a tragédia afetou principalmente o distrito montanhoso de Rasuwa, onde moradores relataram que vilas inteiras foram engolidas pela correnteza. Câmeras de segurança registraram pessoas fugindo enquanto uma avalanche de lama, rochas e água destruía prédios, veículos e pontes. As autoridades também alertaram para a possibilidade de uma segunda inundação, já que permanecia uma obstrução a montante do rio que marca a fronteira entre Nepal e China.

No Tibete, autoridades informaram temer um grande número de vítimas após um deslizamento de terra atingir um posto de fronteira terrestre no condado de Gyirong. O porto de Gyirong também foi destruído pelo desastre. A causa exata do evento ainda não foi determinada, embora relatos iniciais apontem para a possibilidade de um terremoto na região e o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências tenha informado ter registrado um tremor de magnitude 4,4 cerca de sete minutos antes das imagens de segurança.

A autoridade de turismo do Nepal informou que pelo menos 384 turistas estavam desaparecidos, entre eles indianos, nepaleses, norte-americanos e britânicos. A agência sul-coreana Yonhap também informou que cerca de oito cidadãos da Coreia do Sul estavam desaparecidos no Nepal. Na Índia, alertas de enchentes foram emitidos para os estados de Uttar Pradesh e Bihar.

Em nota, o governo brasileiro lamentou as mortes e expressou solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e aos governos do Nepal e da China. O Itamaraty informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas e disse que as embaixadas em Katmandu e Pequim acompanham os desdobramentos da calamidade.

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