A morte do médico e militante político opositor Jean Ronald Joseph por causa de disparos feitos por supostos delinquentes produziu comoção em setores políticos do Haiti, que exigem uma investigação.
Joseph, secretário-geral adjunto do Convenção Unidade Democrática (KID) e membro do partido opositor Alternativa, morreu nesta terça-feira no centro de Porto Príncipe ao ser atacado por causa dos disparos feitos por pessoas que, segundo os meios de comunicação locais, trataram de roubá-lo e ficaram irritadas porque ele não tinha dinheiro.
O ex-diretor do Escritório Nacional de Seguro (ONA) recebeu pelo menos um disparo na cabeça.
A morte de Joseph provocou comoção entre seus familiares, colegas e setores políticos que se aproximaram do hospital onde ele foi declarado morto.
O principal líder do KID, Evans Paul, que não pôde dissimular sua emoção, condenou o crime e anunciou que planeja organizar uma mobilização para reivindicar o esclarecimento do motivo do assassinato.
Por sua vez, o ex-deputado e porta-voz da Organização do Povo em Luta (OPL) Harry Marsan qualificou a morte do médico e político de “brutal”.
Marsan disse que a morte do Joseph representa um “golpe” para o país e a classe política, devido a sua importante presença no panorama político local.
Além disso, reivindicou às autoridades adotar medidas “enérgicas” para frear a onda de atividades criminosas no país.
Jean Ronald Joseph, qualificado de “homem modesto”, foi um ortopedista e estudou no Haiti e na Colômbia.