A mortalidade em Moscou duplicou nos últimos dias devido à onda de calor e à fumaça dos incêndios florestais, admitiu hoje o chefe do departamento de Saúde da Prefeitura, Andrei Seltsovski, em entrevista coletiva citada pela agência “Interfax”.
O funcionário indicou que esta incidência está sendo notada nos necrotérios da capital russa, que estão praticamente cheios.
Segundo Seltsovski, em um período normal em Moscou são registradas diariamente entre 360 e 380 mortes, enquanto agora o número é de cerca de 700.
Moscou amanheceu hoje novamente coberta pela densa camada de fumaça que há quatro dias incomoda seus habitantes.
Vários países europeus iniciaram no fim de semana a retirada parcial do pessoal de suas embaixadas e de seus familiares, embora não o qualifiquem de evacuação, e recomendaram a seus cidadãos abster-se de viajar à capital russa e às áreas afetadas pelo fogo.
As embaixadas e outras representações estrangeiras em Moscou continuaram hoje os cortes dos horários de atendimento ao público.
O consulado dos Estados Unidos em Moscou cancelou hoje todas as entrevistas com solicitantes de vistos devido “à complexa situação provocada pela poluição atmosférica em Moscou”.
O Ministério da Saúde recomenda aos moscovitas não sair à rua nem abrir as janelas, utilizar máscaras – que já escasseiam nas farmácias – não fazer esforço físico, beber muito água e prescindir do álcool e do tabaco.