Numa entrevista coletiva, Morales disse que, primeiro, apresentará na próxima semana a minuta da resolução aos países da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), numa tentativa de chegar à Cúpula das Américas com uma posição conjunta.
A ideia do presidente boliviano é apresentar a proposta em “direta coordenação” com outros Governos “anticolonialistas, anti-imperialistas e antineoliberais”. Porém, se não houver consenso, o chefe de Estado apresentará o texto na Cúpula das Américas do mesmo jeito.
A resolução proposta exige dos EUA “a suspensão imediata do bloqueio a Cuba, reinstalando em toda a América o espírito de respeito à soberania dos Estados e o reconhecimento ao Direito Internacional e, especialmente, ao Direito Internacional Humanitário”.
Morales lembrou que, nas Nações Unidas, 186 países apóiam Cuba, e todos estes assim se expressaram em 18 resoluções nesse sentido, ao passo que apenas EUA, Israel e “uma pequena ilha” (Palau) são contra a suspensão do bloqueio.
Com este argumento, o chefe de Estado boliviano convidou o presidente americano, Barack Obama, a pensar no que prefere: o apoio desses dois países ou “ter o carinho e o apoio de todo o mundo” suspendendo o bloqueio a Cuba.