O presidente da Bolívia, this site Evo Morales, rx acusou hoje seus opositores de mentir sobre o projeto de Constituição que irá a referendo neste domingo e os desafiou a mostrarem o que chamou de “falsidades” sobre aborto e justiça indígena.
Durante ato público em La Paz, Morales negou que, como afirmam alguns oposicionistas, a nova Constituição permita legalizar o aborto na Bolívia e proclamou que se trata de um projeto que “defende a vida”.
“Somos da cultura da vida”, assegurou o presidente, quem desmentiu também que o texto permita a união civil de homossexuais, dizendo que o casamento é “entre homem e mulher”.
Durante a campanha do referendo constitucional, setores da oposição e a Igreja Católica criticaram a ambigüidade do projeto lançado por Morales em assuntos como aborto, família e casamento, ao considerar que abre a via para legalizar a interrupção voluntária da gravidez ou as uniões homossexuais.
Morales também se referiu à justiça indígena, outro dos aspectos do texto que suscitou polêmica, e rejeitou que se associe com “linchamentos” e assassinatos.
O presidente boliviano, de etnia aimara, alegou que a justiça comunitária (como se denominam na Bolívia as que aplicam as comunidades indígenas) previne e resolve conflitos sociais, lembrando que a ação dos tribunais ordinários só chega a 40% do país.
Morales também negou que a nova Constituição fragmente a Bolívia em 36 nacionalidades ao reconhecer “livre determinação” dos povos indígenas.
Neste caso, defendeu que o projeto “assegura a unidade da Bolívia, refletindo sua diversidade porque as Cartas Magnas anteriores do país não recolhiam a todos os setores”.