O presidente da Bolívia, nurse Evo Morales, abortion decidiu hoje que cinco de seus ministros se deslocarão às regiões de Santa Cruz, recipe Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca para elaborar uma agenda de diálogo com os governadores opositores desses departamentos.
“O grande pedido do povo boliviano é o diálogo e isso significa esgotar todas as instâncias correspondentes”, afirmou.
O presidente anunciou a viagem dos ministros depois que os governadores regionais desses cinco departamentos não compareceram a uma reunião convocada por ele para hoje em La Paz e, pelo contrário, todos terem se reunido em Santa Cruz para analisar os resultados da consulta popular de domingo.
Os líderes regionais opositores alegaram que o convite do Governo, feito na terça-feira à noite, foi “informal” e “pouco sério”.
À reunião em La Paz só compareceram os governadores regionais governistas de Potosí, Mario Virreira, e de Oruro, Alberto Aguilar.
O presidente decidiu então formar uma equipe ministerial que trabalhe diretamente com os governadores regionais opositores na elaboração de uma agenda.
Assim, o ministro da Defesa, Wálker San Miguel, viajará para Santa Cruz, departamento governado por Rubén Costas; o de Fazenda, Luis Arce, conversará em Pando com o líder local, Leopoldo Fernández; e o titular de Governo (Interior), Alfredo Rada, ficará com a região de Beni, cujo governador regional é Ernesto Suárez.
A “missão ministerial” é completada com o titular de Obras Públicas, Óscar Coca, destinado à região de Chuquisaca, cuja governadora é Savina Cuéllar; e o responsável de Trabalho, Walter Delgadillo, viajará para Tarija para se reunir com o governador Mario Cossío.
Morales anunciou ainda que o chanceler David Choquehuanca se comunicará com organismos internacionais e países vizinhos para que atuem como “mediadores” no diálogo entre o Governo e seus opositores regionais.
O presidente insistiu em que quer “constitucionalizar as autonomias”, porque a expressão dos bolivianos na consulta do dia 10 “é também sobre autonomias”, mas insistiu em que esse processo não deve representar independência e separação.
“Vamos apostar em uma verdadeira autonomia”, garantiu Morales, que acrescentou que o objetivo é “como garantir transformações no marco da constituição”.
Morales obteve 67% de apoio no referendo revogatório realizado no domingo na Bolívia, segundo os dados da Corte Nacional Eleitoral (CNE) com 87,9% dos votos apurados.
Nesta consulta, também foram ratificados com um amplo respaldo os governadores regionais opositores da “meia-lua” (Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija), além dos governistas de Potosí e de Oruro.
Ficaram revogados os governadores opositores de La Paz, José Luis Paredes, e o de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, que na terça-feira abandonou o cargo.
A região de Chuquisaca não realizou o referendo departamental porque Cuéllar foi eleita em junho, depois da renúncia do antecessor no cargo.