Morales chegou acompanhado de um grupo de militares e suas bases sindicais a uma escola da Villa 14 de Septiembre, localidade onde se formou como dirigente dos produtores de coca para, depois, passar para a política e chegar à Presidência boliviana em 2006.
O governante, que votou por volta de 9h05 (12h05 de Brasília), disse aos jornalistas que, hoje, os cidadãos definirão “o destino e o futuro do país”, ao aceitar ou rejeitar o projeto da nova Carta Magna.
O presidente invocou a participação democrática para que se “acabe” com a violência no país, que viveu um período de crise política e social no final do ano passado pelo confronto entre o Governo e a oposição.
“Eu creio na consciência do povo boliviano, em sua força, e o povo sabe exatamente o que se pretende com esta proposta de nova Constituição”, disse o líder.
Dirigentes da oposição estabelecida nas regiões autonomistas de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca rejeitaram o texto constitucional, pois afirmam que não contém suas aspirações sobre a descentralização.
No entanto, Morales insistiu hoje em que está otimista sobre o desenvolvimento do processo de votação, e assegurou que seu Governo “está apostando em uma Bolívia com autonomias”.
De Chapare, Morales irá para Cochabamba e, dali, para La Paz, onde aguardará os resultados finais da consulta.