Morales, que voltará esta noite a La Paz após sua viagem à Líbia e ao Irã, pediu também a <i>unidade do povo e às Forças Armadas para defender a democracia boliviana</i>.
O chefe de Estado convocou em 28 de agosto, via decreto supremo, um referendo para submeter a consulta popular a nova Constituição, o que gerou uma nova tempestade política no país e aumentou os protestos das cinco regiões opositoras que incluíram a tentativa de tomada de instituições públicas.
Para Morales, estas ações são amparadas <i>só na ilegalidade</i> e são um <i>plano subversivo da direita</i> para criar as condições propicias para <i>derrubar</i> seu Governo.
O presidente boliviano disse ainda que as ações dos opositores autonomistas “reeditam” o golpe de Estado do ditador Luis García Meza em julho de 1980.
Nas cidades de Cobija (Pando) e Trinidad (Beni) jovens autonomistas e membros do comitê cívico tentaram tomar instituições públicas esta semana.
<i>É obrigação do Governo preservar o Estado de Direito e utilizar todos os instrumentos concedidos pela Carta Magna para garantir sua vigência</i>, disse Morales.
O presidente denunciou também que os setores conservadores, liderados pelos governadores regionais de Santa Cruz, Pando, Beni e Tarija, <i>investem contra as Forças Armadas e a Polícia porque ambas as instituições se constituem em firmes bastiões do estado de direito</i>.
Morales ressaltou que o Governo <i>não tolerará esses fatos antidemocráticos que lastimam a democracia</i>.