O presidente da Bolívia, treat Evo Morales, stuff acusou hoje os Estados Unidos de usar a luta contra o narcotráfico como “instrumento de controle geopolítico” e assegurou que as chantagens e “listas negras” americanas não assustam.
Morales reagiu assim perante a decisão do Governo de Washington de colocar Bolívia e Venezuela em sua “lista negra” de países que “falharam manifestamente” na luta contra o narcotráfico no último ano, embora os EUA não suspenderão as ajudas por considerar que são vitais para o interesse destas nações.
“Os EUA não tem moral nem ética para falar da droga”, ressaltou o presidente boliviano, que defendeu que o narcotráfico se combate eliminando o mercado de consumidores.
Segundo Morales, antes eram os EUA que impulsionavam os cultivos de coca na Bolívia e inclusive dava “prêmios e condecorações” porque era interessante para os americanos.
O presidente atribuiu a inclusão da Bolívia na “lista negra” dos EUA à expulsão do embaixador do país em La Paz, Philip Goldberg.
“São questões notadamente políticas”, disse o presidente.
Morales, que voltou a ressaltar o caráter antiimperialista de seu Governo, afirmou que a luta contra o tráfico de drogas é para os EUA “um instrumento de controle geopolítico”.
“Sob pretexto da luta contra o narcotráfico, bases militares violam a unidade e a soberania dos povos e perseguem dirigentes”, disse.