A cidade italiana de Nápoles foi palco hoje de novos confrontos entre a Polícia e manifestantes que protestavam contra a abertura de um aterro sanitário em um dos bairros da cidade para fazer frente à crise gerada pelo acúmulo de lixo nas ruas.
Durante os enfrentamentos, page registrados no bairro de Chiaiano, approved na periferia da cidade, várias pessoas ficaram feridas, entre elas dois jovens e dois policiais.
Ontem em Chiaiano, um dos lugares na região da Campânia para a construção de um dos dez novos aterros, já tinham sido registrados confrontos que terminaram com nove pessoas levemente feridas, três detenções e várias denúncias.
Os manifestantes voltaram a se concentrar hoje nas ruas do bairro para mostrar sua oposição, e os protestos violentos aconteceram quando funcionários da empresa municipal de transportes retiravam um ônibus incendiado nos enfrentamentos de ontem à noite.
Alguns manifestantes lançaram pedras e explosivos que causaram queimaduras leves em um agente, causando a reação da Polícia.
A empresa encarregada da coleta do lixo em Nápoles informou hoje que ainda há mil toneladas de resíduos espalhadas pelas ruas e que a previsão é coletá-las nos próximos dois dias.
O acúmulo de lixo que afeta toda a região da Campânia é crônica desde 1991, e, por trás dos enormes problemas, todos são unânimes em acusar a Camorra (a máfia napolitana) pela crise, que tem a reciclagem ilegal de resíduos entre seus negócios.
O primeiro Conselho de Ministros do novo Governo do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, aprovou na quarta-feira uma série de medidas extraordinárias para fazer frente à emergência criada pelo lixo, entre elas a abertura de novos aterros sanitários.
O decreto-lei também prevê que os lixões e os incineradores sejam considerados “zonas de interesse estratégico nacional”, de modo que serão protegidos pelo Exército.