O diretor do renomado Templo Shaolin, considerado o berço do kung fu na China, será destituído do cargo após investigações apontarem uma série de condutas graves, incluindo malversação de fundos, segundo anunciou a Associação Budista da China nesta segunda-feira (28/7).
O abade Shi Yongxin, conhecido como “monge CEO” por ter fundado diversas empresas ligadas ao templo — inclusive no exterior —, é acusado de desviar recursos destinados a projetos religiosos e bens do mosteiro. Além disso, o monge teria violado preceitos budistas ao manter relações com várias mulheres, com quem teria tido filhos fora do casamento, segundo comunicado oficial divulgado no domingo.
A associação, que atua sob supervisão do Partido Comunista Chinês, afirmou que irá cancelar o certificado de ordenação de Shi Yongxin, medida que equivale à expulsão do cargo e da função religiosa. A nomeação de líderes religiosos no país é rigidamente controlada pelo governo, e desvios de conduta podem resultar em destituição imediata.
O caso gerou forte repercussão nas redes sociais chinesas. No Weibo — uma das maiores plataformas do país —, uma hashtag sobre o escândalo já ultrapassava 560 milhões de visualizações nesta segunda-feira, revelando o impacto nacional da crise no templo milenar.
As autoridades informaram que múltiplos órgãos estão conduzindo uma investigação conjunta. Até o momento, o monge não se pronunciou publicamente.