A cidade líbia de Misrata, à qual somente é possível chegar pelo mar, continua bloqueada pelo terceiro dia consecutivo por causa dos bombardeios das forças do ditador líbio Muammar Kadafi sobre o porto e a presença de minas em suas águas, que impediram a entrada de ajuda humanitária e a retirada de feridos.
Misrata amanheceu nesta terça-feira e permanece neste momento “mais calma do que na véspera, embora a situação continue sendo muito ruim (na cidade)”, afirmou à Agência Efe Jalal al Galal, porta-voz do Conselho Nacional Transitório (CNT), principal órgão político dos insurgentes em Benghazi.
“O acesso ao porto não é seguro e os navios ainda não podem atracar”, explicou Galal.
Além disso, indicou que o CNT enviará um representante à terceira cidade Líbia, assediada há mais de dois meses pelas tropas de Muammar Kadafi, para que entre em contato com as autoridades revolucionárias em Benghazi.
O objetivo é principalmente acompanhar a situação em Misrata e avaliar o número de feridos e mortos na cidade, que permanece praticamente isolada sem comunicações por telefone.