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Mundo

Ministros retomam contatos na cúpula climática em Copenhague

Arquivo Geral

15/12/2009 0h00

Os ministros de 192 países retomaram hoje, em Copenhague, os contatos na cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15), após um dia de desencontros entre representantes dos países ricos e em desenvolvimento para conseguir um acordo que regulamente as emissões de gases do efeito estufa.

Segundo o programa oficial, esta tarde será retomada a sessão plenária, para dar lugar à cerimônia de alto nível da conferência, da qual participará o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

Os diferentes grupos de trabalho negociaram durante a noite passada para tentar aproximar posições sobre a redução das emissões até 2050 e as fórmulas de financiamento aos países pobres, a fim de mitigar os efeitos da mudança climática.

Após um dia confuso ontem, com um claro enfrentamento entre o mundo desenvolvido e em desenvolvimento, a presidente da cúpula, Connie Hedegaard, formou vários grupos de trabalho com membros dos dois lados para tentar conciliar posturas.

A Gana e o Reino Unido, por exemplo, foram colocados para estudar o financiamento para mitigar as consequências do aquecimento global, enquanto Espanha e Granada deviam analisar os objetivos concretos de redução de emissões até 2020.

Uma porta-voz do G77 lamentava ontem à noite que os integrantes de cerca de 140 nações tivessem sido descartados de um jantar com a presença de ministros de cerca de 50 países do mundo desenvolvido.

Ficou evidente que a sensibilidade está a flor de pele nestes complexos debates, que se desenvolvem de 7 a 18 de dezembro e que deveriam concluir com a assinatura de um documento legalmente vinculativo.

Antonio Hill, porta-voz do grupo ambientalista Oxfam Internacional, disse à Agência Efe que, se até amanhã não houver um acordo de princípios com uma minuta definida, será muito difícil que a conferência termine com sucesso.

Fontes da delegação dinamarquesa também lamentaram que as negociações para um acordo tangível estejam muito longe do ponto que deveriam ter alcançado, a apenas quatro dias do fim da maior cúpula já realizada sobre a mudança climática.

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