O ministro da Defesa de Israel, click Ehud Barak, aprovou hoje o plano previsto por seu Governo para cortar o fornecimento de energia elétrica à Faixa de Gaza, segundo informações oficiais.
A medida, que não se sabe quando entrará em vigor, é uma represália por causa do lançamento a partir da Faixa de Gaza de foguetes artesanais Qassam contra o sul de Israel.
A aprovação de Barak era o último trâmite para que o plano pudesse ser executado, depois que o Governo israelense declarou em setembro a Faixa de Gaza – sob controle do Hamas – como “uma entidade hostil”.
O plano inclui a suspensão em intervalos do fluido elétrico com o qual Israel abastece a Faixa de Gaza, conforme se intensifique o lançamento de foguetes Qassam, que eventualmente provocam danos materiais, mas com pouca freqüência deixam vítimas.
A adoção do plano foi criticada por grupos de defesa dos direitos humanos, que a consideram um “castigo coletivo”.
Essas mesmas organizações denunciaram que a decisão agravará a situação humanitária de 1,5 milhão de habitantes da Faixa de Gaza, que sofrem com falta de abastecimento de produtos básicos desde que o Hamas tomou o poder no território, em junho.