O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, voltou a criticar a nova rodada de sanções impostas pelos Estados Unidos. O país norte-americano acrescentou mais restrições às já em curso. Ahmadinejad disse que as medidas prejudicarão aqueles que defendem as sanções e não os iranianos. Segundo ele, as medidas que atingem diretamente a economia do Irã resultam de uma “guerra psicológica”. Ele não mencionou as suspeitas sobre a suposta produção de armas atômicas por meio do programa nuclear.
As informações são da Presidência da República e da agência iraniana de notícias, a Irna. O ministro da Economia do Irã, Shamsoddin Hosseini, acrescentou hoje (9) que os iranianos superarão as dificuldades causadas pelas sanções por meio da “fé” e de “habilidades” que dispõem. “Com a ajuda das medidas necessárias, sabedoria, coragem e gestão da nação iraniana, os produtores e comerciantes, nós todos vamos passar esta fase também”, disse ele.
Ahmadinejad discursou durante a comemoração da Semana Internacional das Mesquitas, em Teerã.
Segundo o presidente, as sanções serão usadas pelo governo iraniano como uma oportunidade para expandir a produção interna do país e globalizar as commodities de produtos iranianos. Ele não detalhou como será este processo.
Ahmadinejad afirmou ainda que há um “esforço do governo dos Estados Unidos” para promover “um espécie de esforço opressivo e uma guerra psicológica para forçar a nação iraniana a abrir mão de princípios”. Em seguida, o presidente ressaltou o que considera essencial: “Esta nação nunca vai deixar de se comprometer com a independência, a integridade, os princípios, exigindo Justiça e da opressão de oposição .”
Desde junho, o Irã está submetido a uma série de sanções impostas pelo Conselho das Nações Unidas e União Europeia, além de medidas unilateralmente definidas pelos Estados Unidos e o Canadá. As restrições atingem as áreas comercial, bancária e militar, além de proibir as negociações envolvendo os representantes dos países envolvidos e do Irã.