O ministro do Trabalho francês, Eric Woerth, relacionado ao escândalo da multimilionária herdeira da L’Oréal, Liliane Bettencourt, foi hoje acusado novamente na imprensa, desta vez por supostamente favorecer uma associação privada na venda de um terreno estatal em Compiègne.
Woerth, cuja honestidade foi defendida na segunda-feira pelo presidente Nicolas Sarkozy, rejeitou a acusação publicada no jornal “Le Canard Enchaîné”.
O terreno, sobre o qual há um hipódromo e um campo de golfe, foi vendido à associação Société des Courses de Compiègne, que o alugava há mais de um século, por 2,5 milhões de euros, quando o valor real da propriedade era, segundo o jornal, dez vezes superior.
“Não são mais do que tolices”, declarou Woerth, quando perguntado sobre o assunto, em plena Festa Nacional francesa.
Woerth foi o suposto destinatário de pagamentos da herdeira da L’Oréal, que foram usados para financiar a campanha eleitoral presidencial vencida por Sarkozy, segundo revelações publicadas na imprensa.
O assunto divulgado hoje pelo “Le Canard Enchaîné” acrescenta argumentos que atacam Woerth por considerar que ele pôde utilizar suas relações sociais e contatos entre empresários para beneficiar seu partido.