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Ministro francês destaca importância do reconhecimento de um Estado palestino

Arquivo Geral

20/07/2011 18h43

O ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, disse nesta quarta-feira em Madri que o conflito entre palestinos e israelenses não terá fim enquanto não houver o reconhecimento “do Estado de Israel para o povo judeu e do Estado da Palestina para o povo palestino”.

 

Tanto o ministro francês quanto a chanceler espanhola, Trinidad Jiménez, falaram sobre o conflito em entrevista coletiva conjunta que ofereceram depois da reunião que mantiveram nesta quarta-feira na capital espanhola.

Juppé, de visita oficial a Madri, assegurou que a posição da França é “clara” e coincide com a da Espanha e a dos demais membros da União Europeia (UE) no sentido de que a solução para o conflito dependerá da resolução que será debatida na ONU em setembro, no novo período de sessões da Assembleia Geral.

Está previsto que em setembro a Autoridade Nacional Palestina (ANP) peça à ONU o reconhecimento do Estado palestino, seja por parte da Assembleia Geral, que a reduziria a uma simples resolução sem validade jurídica, ou do Conselho de Segurança.

Segundo Juppé, “a esperança de retomar as negociações (entre israelenses e palestinos) não desapareceu”.

O ministro ressaltou ainda que a França continua disponível para organizar uma conferência, já que a ANP carece de meios para fazê-lo.

Por sua vez, Trinidad destacou a importância de se retomar as conversas de paz e, assim como Juppé, lembrou que os países da UE decidiram não se pronunciar sobre o reconhecimento do Estado palestino até que os 27 membros do bloco pactuem uma postura comum.

“É importante para um eventual reconhecimento que (israelenses e palestinos) estejam sentados, falando, negociando e acordando os parâmetros básicos para qualquer solução”, disse Trinidad.

Segundo a ministra, o “primeiro objetivo” da UE é tentar que se retome a negociação entre Israel e a ANP a fim de que “se dêem as condições para se chegar ao reconhecimento dos dois Estados”.

Ela destacou ainda a importância de se conhecer com detalhes a resolução que a ANP levará à ONU em setembro.

 

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