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Mundo

Ministro é destituído e libertação de presos é anunciada na Tunísia

Arquivo Geral

12/01/2011 12h15

O premiê tunisiano, Mohamed Ghannouchi, anunciou nesta quarta-feira a destituição do ministro do Interior, Rafik Belhaj Kacem, enquanto unidades do Exército se desdobraram na capital e em vários bairros onde aumentaram os confrontos entre manifestantes e as forças de ordem.

Em entrevista coletiva, Ghannouchi disse que serão libertadas todas as pessoas presas desde o início dos protestos no país, em meados de dezembro.

Em uma nova tentativa do Governo de frear a onda de contestação social, o primeiro-ministro anunciou a criação de uma comissão de investigação sobre os casos de corrupção nas estruturas de poder denunciadas pelos partidos de oposição e pelas organizações sociais.

Depois que os distúrbios chegaram pela primeira vez à capital nesta terça-feira à noite, unidades do Exército integradas por soldados, caminhões e veículos blindados tomaram posições, especialmente nas grandes avenidas do centro da cidade e em alguns bairros dos arredores, segundo constatou a Agência Efe.

Em um distrito de Túnis, mais de mil jovens protestaram na noite desta terça-feira, ateando fogo a um ônibus e atacando inúmeras lojas e agências bancárias.

No centro da capital, além de várias unidades da Polícia, dois veículos do Exército e soldados armados vigiavam nesta quarta-feira a praça onde desemboca a popular avenida Habib Burguiba, a principal do país.

Unidades militares também tomaram posições em torno da sede da emissora de televisão estatal e outros edifícios oficiais.

Segundo o Governo, os enfrentamentos já provocaram 21 mortes em todo o país, enquanto os partidos de oposição e os sindicatos elevaram o número de vítimas para mais de 50.

Os protestos na Tunísia explodiram no dia 17 de dezembro quando Mohammed Bouazizi, um jovem de 26 anos, incendiou o próprio corpo na localidade de Sidi Bouzid para denunciar abusos administrativos depois que a Polícia confiscou as frutas e legumes que vendia na rua, com o argumento de que não tinha permissão para exercer a atividade.

O jovem, um desempregado com nível superior, morreu no dia 4 de janeiro em um hospital da capital tunisiana.

Devido aos protestos, sem precedentes no país, em algumas regiões foi declarado o toque de recolher e os militares saíram às ruas, embora até o momento tenham permanecido em seus quartéis na capital. E

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