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Ministro do Trabalho francês rejeita renunciar

Arquivo Geral

06/07/2010 16h46

O ministro de Trabalho francês, Eric Woerth, rejeitou hoje a possibilidade de renunciar e qualificou de “calúnias” as revelações sobre o suposta financiamento ilegal do partido do presidente, Nicolas Sarkozy, e sua participação nela.

Woerth, cujo nome é vinculou há várias semanas à gestão da fortuna da herdeira da empresa de cosméticos L’Oréal, Lilianne Bettencourt, de quem procedeu esse financiamento, segundo conversas privadas reveladas pela imprensa local, afirmou que é tudo “falso”.

O ministro assegurou em entrevista no canal de televisão “TF1” que “jamais” recebeu “um só euro” de maneira ilegal relacionado ao financiamento da campanha da União por um Movimento Popular (a governamental e conservadora UMP de Sarkozy) no pleito presidencial de 2007.

O também tesoureiro da UMP se mostrou “muito zangado” com o que chamou de “rumores e insinuações” em relação tanto a ele como a sua esposa, que trabalhou em uma empresa que administrou parte da fortuna de Bettencourt.

“Não me sinto debilitado”, contestou Woerth questionado sobre sua situação política dentro do Governo e disse que, como está previsto, apresentará seu projeto de reforma da previdência na França ao Parlamento, o que qualificou como de “um dos mais importantes” do Governo francês.

As declarações de Woerth vem à tona depois que o próprio presidente Sarkozy tachou de “calúnia” as acusações de financiamento ilegal após conhecer as revelações do site “Médiapart” de que a antiga contabilista de Bettencourt, Claire Thibout, disse que a herdeira de L’Oréal’ entregou 150 mil euros em março de 2007 para a campanha na qual o atual chefe do Estado foi eleito.

Woerth, que antes de se encarregar da reforma da previdência era o titular do Orçamento responsável pela política impositiva e o controle da evasão fiscal, está sendo criticado há várias semanas pelos meios de comunicação franceses e pela oposição por um suposto conflito de interesses.Ele é acusado de ter dado um tratamento fiscal especial a Bettencourt.

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