A Colômbia não descarta abandonar a União de Nação Sul-americanas (Unasul) caso não haja “sensibilidade” de parte dos outros países do bloco em relação aos assuntos que preocupam o Governo colombiano, disse hoje seu ministro da Defesa, Gabriel Silva.
“Se não vemos preocupação com o narcotráfico, o armamentismo e o crime organizado, se não há sensibilidade por esses temas, caberia avaliar” a saída da Unasul, advertiu Silva em declarações à imprensa colombiana.
Segundo o ministro, o Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, ainda tem esperança de “endireitar o caminho”, mas insistiu em que na reunião de chanceleres e ministros da Defesa de Unasul realizada ontem em Quito “não houve sensibilidade suficiente” em relação aos temas que preocupam a Colômbia.
O encontro foi convocado fundamentalmente para analisar o convênio pelo qual tropas americanas poderão utilizar bases militares em território colombiano, mas terminou sem consenso e sem acordos concretos.
“A situação foi tensa e difícil. Havia confabulação contra a Colômbia promovida por alguns países”, disse Silva sobre a reunião, à qual compareceu junto com o ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermúdez.
Para Silva, a reunião não discutiu as compras de armas de outros países da América do Sul, como Venezuela e Brasil.
“Não houve explicações” sobre essas compras, comentou o ministro colombiano, ao ressaltou que a região “deve se preocupar pela dimensão” alcançada pelas despesas militares.