O procurador-geral do Estado de Israel, Yehuda Weinstein, informou nesta quarta-feira (13) ao ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, que decidiu imputá-lo por fraude, lavagem de dinheiro, violação da confiança e assédio de testemunhas.
Lieberman, quem recebeu a informação no congresso de seu partido em Jerusalém, o ultranacionalista Israel Beiteinu, tem direito a uma audiência prévia com o procurador para tentar evitar a acusação.
Em agosto de 2009, a Polícia israelense tinha recomendado à Procuradoria-Geral que processasse Lieberman pelos quatro crimes, além de suborno, que acabou ficando fora da ata de acusação.
O chefe da diplomacia israelense convocou então em caráter de urgência uma entrevista coletiva para se defender e anunciar que, se for acusado, renunciará imediatamente.
“No que me diz respeito, o momento determinante será quando o procurador-geral adotar sua decisão após convocar uma audiência futura, se é que isso acontecerá. Só depois, e se o procurador-geral decidir pela imputação, renunciarei a meu cargo imediatamente, e suponho que no prazo de três a cinco meses renunciarei como chefe do meu partido”, disse.
Sua eventual renúncia como ministro e chefe do terceiro partido de maior peso no Parlamento, com 15 deputados, poderia obrigar o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, a mudar sua coalizão de Governo.
A informação do caso que vazou à imprensa local é de que Lieberman seria responsável por supostos crimes que cometeu inclusive após chegar ao Parlamento e ao Ministério das Relações Exteriores.