O ministro da Educação da Bolívia, more about Roberto Aguilar, physician anunciou hoje a sétima região do país livre do analfabetismo e celebrou os avanços em todo o território nacional.
“A revolução educativa deu seus primeiros passos e está alcançando seus primeiros triunfos”, comentou Aguilar durante o ato que declarou o departamento (estado) de La Paz livre de analfabetos graças ao método pedagógico audiovisual cubano “Yo Sí Puedo” (“Sim, eu posso” em português).
O ministro disse ainda que o método vem conseguindo “transformar e mudar a Bolívia através de cada um dos que aprenderam a ler e escrever”.
“O desafio de eliminar o analfabetismo para que seja um dos primeiros triunfos da revolução democrática e cultural, proposto pelo presidente Evo Morales, está sendo alcançado”, ressaltou.
A aplicação do método – projetado por professores cubanos do Instituto Pedagógico Latino-americano e Caribenho (Iplac) – na alfabetização em massa na Bolívia começou em março de 2006, quando o país era considerado o sexto com maior número de analfabetos em toda a América Latina e o Caribe.
No próximo dia 20, a Bolívia será a terceira nação da América Latina livre do analfabetismo, seguido de Cuba (1961) e Venezuela (2005) – até esta data, também cumprirão a meta as regiões de Tarija e Beni.
De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), um país é declarado sem analfabetos se mais de 96% das pessoas acima de 15 anos de idade souberem ler e escrever.
O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, disse que o objetivo do Governo não só é que “não haja analfabetos no país, mas que todos os jovens façam uma faculdade e que os melhores alunos não se preocupem com problemas financeiros, porque o Estado irá ajudá-los”.
Linera agradeceu ainda o “apoio incondicional, solidário, silencioso e heróico” dos Governos de Cuba e Venezuela, países que também enviaram à Bolívia grupos de profissionais para reforçar a missão.
O embaixador cubano na Bolívia, Rafael Dausá, destacou que a Unesco premiou o programa de alfabetização em diferentes ocasiões como resposta a algumas críticas a alguns que criticaram o “Yo Sí Puedo”.