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Ministro da Economia francês defende reabrir Estreito de Ormuz, mas ‘não a qualquer preço’

Ministro afirma que países do G7 reconhecem gravidade da crise enquanto alta da energia pressiona economia global

Redação Jornal de Brasília

16/04/2026 14h55

Foto: Magali Cohen/Hans Lucas/AFP

Foto: Magali Cohen/Hans Lucas/AFP

O ministro da Economia francês, Roland Lescure, declarou nesta quinta-feira (16) que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto, “mas não a qualquer preço”, acrescentando que os ministros das Finanças do G7 compreenderam a gravidade da situação durante sua reunião em Washington.

A guerra no Oriente Médio eclodiu com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro, o que desencadeou a retaliação de Teerã, que praticamente bloqueou o Estreito de Ormuz.

Desde então, os preços da energia dispararam, já que o estreito é uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo e gás.

Lescure disse a jornalistas em Washington, após uma reunião do G7 na quarta-feira, que “o sentimento geral era de seriedade” em relação à guerra.

“Precisamos que ele seja aberto, mas não a qualquer preço”, acrescentou, referindo-se à rota marítima.

“Digo isso muito seriamente: não quero pagar um único dólar para atravessar o Estreito de Ormuz”, disse Lescure aos jornalistas.

“O leque de possíveis desfechos é bastante amplo” em relação ao conflito, afirmou.

O presidente francês, Emmanuel Macron, se reunirá com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em Paris, na sexta-feira, para discutir como garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz após a implementação de um cessar-fogo.

A França detém atualmente a presidência rotativa do G7, o grupo das economias avançadas.

AFP

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