O ministro da Cultura britânico, Jeremy Hunt, considera que os Jogos Olímpicos de Londres em 2012 não deveriam ser “austeros” e que o Governo tem de “aproveitar ao máximo” essa oportunidade que o evento abre ao país.
Em declarações publicadas neste sábado pelo jornal britânico “Daily Telegraph”, Hunt se mostrou contrário aos que pedem que impere a austeridade neste momento de crise econômica na organização do evento olímpico.
Segundo o ministro, os eleitores não perdoariam o Executivo se o mesmo fracassasse na organização dos Jogos Olímpicos.
O Governo de coalizão destinou orçamento de 9,3 bilhões de libras (o equivalente a 11 bilhões de euros) para os jogos, uma quantia que supera o montante estimado na época em que a capital britânica conquistou a candidatura em 2005, os 2,4 bilhões de libras (2,8 bilhões de euros).
“Se podem adotar duas atitudes face aos Jogos Olímpicos. Podemos dizer: vivemos tempos de austeridade e por isso devemos recortar o mais que possamos. Ou podemos dizer: porque são tempos de austeridade, temos de fazer todo o possível para aproveitar a oportunidade dos Jogos Olímpicos”, raciocinou o ministro.
Hunt considerou que organizar este evento terá um “impacto enormemente positivo” para impulsionar a confiança econômica.
“Vamos ser o centro da atenção global e será a primeira vez que sediamos um evento esportivo desta importância que será transmitido ao vivo para mais da metade da população mundial”, afirmou.
“Os Jogos Olímpicos constituirão uma expressão incrível da cultura britânica, da história britânica e da criatividade britânica, por isso decidimos que o sensato é garantir um financiamento adequado”, acrescentou.
O Executivo aumentou recentemente em mais do que o dobro o orçamento destinado às cerimônias olímpicas e paraolímpicas, elevou de 40 para 81 milhões de libras (o equivalente a 47,9 a 95,8 milhões de euros).
O Governo investiu mais recursos para a segurança das instalações olímpicas, que subiram de 271 para 553 milhões de libras (de 324 a 662 milhões de euros).