O ministro de Cultura de Cuba, more about Abel Prieto, patient voltou a afirmar hoje que o líder Fidel Castro não está “agonizando”, e não descartou a possibilidade de que volte ao comando do país após o processo eleitoral do próximo ano.
“Ninguém que esteja agonizando pode fazer estas análises, estas reflexões sobre a realidade do dia-a-dia”, disse Prieto a jornalistas, ao referir-se à saúde do líder cubano, convalescente desde julho de 2006 de uma doença que lhe obrigou a delegar temporariamente seus poderes a seu irmão Raúl Castro.
“Não posso falar a partir de um boletim médico, estou falando da leitura, da impressão que tenho da leitura de seus textos, que são realmente iluminadores. Não acredito que alguém que esteja entre a vida e a morte possa fazer tamanho esforço intelectual”, acrescentou.
Neste sentido, reconheceu que não tem “notícias diretas” da saúde do líder, mas que sua “impressão”, baseada nos artigos escritos por Castro desde o fim de março, é de que seu estado de saúde é bom, e que segue se recuperando favoravelmente.
Prieto assinalou que não sabe a origem dos persistentes rumores sobre a saúde de Castro, e os atribuiu “às pessoas que confundem seus desejos com a realidade”.
“Há pessoas que estão obcecadas com isso (a morte de Fidel)”, disse.
Sobre a possível volta de Fidel Castro à Presidência, após o processo eleitoral que terá início em outubro e será concluído em 2008, para a renovação dos máximos órgãos de poder do país, ele considerou “muito óbvio” que a imensa maioria do povo cubano quer o líder no poder.
“Estou convencido de que a imensa maioria do povo sente que Fidel tem que seguir à frente do país, e o próprio Raúl Castro estaria totalmente de acordo com essa idéia”, afirmou.
“Mas eu não sei o que ele dirá, isso depende de seu estado de saúde. Ele teria que convencer o povo para não ser reeleito”, afirmou.