Cerca de 73 mil refugiados que fogem da revolta líbia cruzaram até esta quarta-feira – 15 mil deles nas últimas 24 horas – o posto de fronteira tunisiana de Ras el Jedir, revelou nesta quarta a ministra de Saúde tunisiana, Habiba ben Romdhane.
A maioria dos refugiados é egípcia, mas há de outras nacionalidades, como declarou Ben Romdhane à imprensa em declarações no acampamento de Sousse, a 8 quilômetros da fronteira.
“A ajuda internacional é muito importante”, “as organizações estão aqui”, mas é preciso ainda mais, estimou o responsável de Saúde tunisiana.
Ben Romdhane se mostrou “consciente” da situação vivida pelos egípcios, mas que é preciso levar em conta que o Egito enfrenta neste momento uma situação grave e “não dispõe de meios para enfrentar um problema como este”, por isso destacou a importância da ajuda das organizações internacionais aos egípcios.
Pelas informações que dispõe, muitos refugiados apresentam quadro de estresse, porque estão em meio a um futuro imediato incerto.
“A situação agora está controlada”, declarou Ben Romdhane, mas não quis estimar quanto tempo pode durar esta conjuntura se o fluxo de refugiados continuar nos próximos dias e não for regularizada a situação na Líbia.
Uma colaboradora da ministra contou à Agência Efe que “o Exército tunisiano precisa da ajuda de organizações internacionais que têm prática neste tipo de crise” humanitária.
“O Exército controla a situação neste momento, mas é uma tarefa pesada para eles e, portanto, exigia a presença de organizações como Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e Unicef para que suavizem esta carga”, acrescentou.