A ministra da Cultura de Portugal, Gabriela Canavilhas, disse esperar que o funeral do escritor português José Saramago, que faleceu hoje em sua residência da ilha espanhola de Lanzarote, seja celebrado em seu país natal.
“Espero que tenhamos a honra de receber as cerimônias fúnebres”, disse a ministra a jornalistas, ao destacar que Saramago foi o único português jamais agraciado com um prêmio Nobel – o de Literatura, em 1998.
Canavilhas explicou que o Governo português pondera agora a possível declaração de luto nacional pelo falecimento do escritor.
A ministra também expressou suas condolências à família de Saramago, do qual destacou sua “liberdade criativa, que não tinha a ver com afiliações políticas, nem com Governos”.
Foi essa liberdade, acrescentou Canavilhas, a que “deu a sua literatura tanta riqueza”.
Nascido há 87 anos na aldeia de Azinhaga, na região central de Portugal, Saramago faleceu hoje em sua casa na cidade de Tías, em Lanzarote, que faz parte das Ilhas Canárias.
Entre as inúmeras demonstrações de pesar por seu falecimento se destacaram hoje em Portugal as do presidente, Aníbal Cavaco Silva, e do primeiro-ministro, José Sócrates.